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terça-feira, 5 de julho de 2011

Passei os dedos pelo papel, sentindo as marcas onde ele pressionara tanto com a caneta, que quase o rasgou.
Eu podia imagina-lo escrevendo isso_rabiscando as letras furiosas com sua caligrafia tosca, riscando linha após linha quando as palavras saiam erradas, talvez até quebrando a caneta com sua mão grande demais: isso explicaria as manchas de tinta. eu podia imaginar a frustração unindo suas sombrancelhas pretas e enrugando sua testa. se eu estivesse lá, poderia até rir.

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